Não espere um sorriso para ser gentil; Não espere ser amado para amar; Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado; Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante na sua vida; Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar; Não espere a queda para lembrar-se do conselho; Não espere... Não espere a enfermidade para perceber o quanto frágil é a vida; Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar; Não espere a mágoa para pedir perdão; Não espere a separação para procurar a reconciliação; Não espere a dor para acreditar; Não espere elogios para acreditar em si mesmo; Não espere... Não espere que o outro tome a iniciativa se foi você o culpado; Não espere o "eu te amo",para dizer "eu também"; Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida; Não espere...
Neste pedaço de teia virtual, nestas linhas de código binário, neste ténue momento entre luas... sou mais eu! E é tão raro a liberdade de mergulhar desta forma, no íntimo, no resgatar linha à linha os contornos... o âmago daquele que é! O bulício diário é apenas uma pequena parte, um leve sopro, uma fresta aberta involuntária pelo dia-a-dia... daquele que pulsa! Através dos sentidos eu cruzo-me nos vossos olhos, no vosso toque, na suave melodia e nas palavras que me dirigem... mas serei eu? Aquele que me habita está em toda a parte... E aquilo que não me habita não está em parte nenhuma... Fui, sou e serei... E ainda tão pouco sei!!!
A noite chega... Uma cidade amadurece nas vertentes do crepúsculo. Uns parcos navios deslizam pelos estuários do vento. O último pássaro silenciou-se e as estrelas principiam-se a acender como pequenos olhos entreabertos de um sono. As ondas adormecem com as cores e as imagens que se estendem sobre elas. E eu estou perto e tão longe, no coração do mundo...
Comentários